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 Armênia x Azerbaijão: Enclave de Nagorno-Karabakh

As diferenças culturais e os singulares interesses geopolíticos entre as ex-repúblicas soviéticas e seus “protetores” já geraram inúmeros conflitos locais, que não costumam atrair muito a atenção da opinião internacional.  Muito diferente do que ocorre quando um ataque terrorista é deflagrado, no coração da Europa Ocidental.

Na segunda metade de 2020, Armênia e Azerbaijão retomaram um antigo conflito envolvendo o Enclave de Nagorno-Karabakh.  Esse lugar representa um pequeno trecho de terra, sob a soberania do território do Azerbaijão, mas que tem população em sua maioria de etnia armênia.

As desavenças pelo controle territorial do enclave podem ser resgatadas na história, após a primeira guerra Mundial.  Mas, com a formação da União Soviética, as duas então repúblicas tiveram que conviver com o domínio dos russos, embora a tensão permanecesse.

Com a Queda do Muro de Berlim e a dissolução da União Soviética, a Armênia desejou incorporar o território Nagorno-Karabakh, o que desencadeou o conflito com o Azerbaijão, que afirmava que a região estava dentro do seu território, recém independente.

O conflito entre as duas ex-repúblicas soviéticas nunca foi declarado na forma de guerra, mas houve sangrentas disputas até que um cessar fogo foi declarado em 1994, sem, no entanto, haver um acordo oficial de paz permanente.

Desde então, mesmo a região fazendo parte do Azerbaijão, ele é governado por separatistas armênios e apoiados pelo governo da Armênia. O enclave tem uma certa autonomia político-econômica.

É importante destacar que a região é de interesse estratégico da Rússia, uma vez que "mãe russa" implantou aí um sistema de dutos para transportar o petróleo em direção à Europa.  A Rússia também tem um acordo bélico com a Armênia e tem bases militares em seu território.

Por sua vez, a Turquia tem laços próximos com o Azerbaijão, uma vez que guardam uma semelhança cultural parcial. É bom lembrar que com o jogo geopolítico em andamento, a Turquia tem sido acusada de contribuir para o conflito, ao encorajar Baku, na ofensiva militar contra os armênios.

A verdade é que os países do Cáucaso estão preocupados com a escalada de violência na região, e a possibilidade de envolvimento de outras nações no conflito. O Conselho de Segurança, das Nações Unidas já se reuniu, no sentido de buscar uma amenização do problema.